O atual modelo econômico, herdeiro da desapropriação colonial, sustenta-se no crescimento ilimitado, na acumulação de capital, no lucro como motor da economia, na exploração do trabalho reprodutivo e da natureza, na mercantilização e na especulação financeira. Experiências socioecológicas alternativas ao sistema econômico neoliberal estão surgindo tanto no Sul quanto no Norte Global.
Somos um grupo de trabalho internacional composto por organizadores/as, pesquisadores/as e profissionais comprometidos/as com práticas econômicas pós-capitalistas, decoloniais e ecofeministas. Rejeitamos uma ordem econômica baseada na desapropriação colonial, no crescimento infinito, na acumulação de capital e na exploração da vida humana e da natureza. No Norte e no Sul Global, as comunidades já estão construindo alternativas socioecológicas. Nós as conectamos, aprendemos com elas e fortalecemos sua capacidade de transformação.
Nos unimos em torno de um horizonte comum: economias que sustentam a vida e a liberdade, em vez da extração e do controle. Isto implica:
- Uma economia voltada para a conservação e reprodução da vida;
- Economias em harmonia com a natureza;
- Economias fundamentadas em relações de produção de gênero libertadoras;
- Economias para a produção e conservação de bens comuns;
- Economias enraizadas nos territórios;
- Economias baseadas na solidariedade e na ajuda mútua;
- Economias de autogestão e autogovernança.
Em resumo, defendemos uma economia centrada na vida, na qual a justiça social e a justiça ambiental não são negociáveis.
Caminhos para a transformação socioecológica da economia
Temos a convicção de que alcançar verdadeiras transformações socioecológicas exige:
- gestão das mudanças socioecológicas em nível territorial, considerando os potenciais e desafios de cada contexto;
- processos de comunicação e educação que fortaleçam uma consciência coletiva, traduzida em ações conjuntas de resistência ao modelo neoliberal e na promoção de alternativas;
- redes e organizações de base voltadas para a reflexão e a ação, capazes de promover transformações socioecológicas que garantam a justiça social e ambiental.
O que estamos fazendo?
Dentro de nossas redes, atuamos para:
- promover a agroecologia como estratégia para a soberania alimentar;
- expandir modelos econômicos autossuficientes em organizações comunitárias;
- pesquisar problemas centrais e contradições locais que dificultam a consolidação de cooperativas estáveis;
- incentivar a criação de cooperativas e outras formas de associação;
- sistematizar e divulgar experiências transformadoras já em andamento;
- participar de redes locais, nacionais e internacionais comprometidas com a transformação socioecológica;
- mobilizar resistências ao modelo hegemônico de desenvolvimento e promover novos paradigmas de vida.
Exigências políticas
Exigimos que los gobiernos locales y nacionales establezcan e implementen políticas públicas de conservación ambiental, especialmente para la economía extractiva y colonial. Exigimos políticas públicas que apoyen iniciativas de economías transformadoras. Além disso, criamos espaços de educação e mobilização social, e participamos da organização de protestos nacionais contra a exploração econômica promovida pelo Estado, exigindo a revogação de legislações financeiras que a perpetuam.
Se há interesse em cooperativas, bens comuns, agroecologia, economias do cuidado, finanças comunitárias ou autogoverno territorial, junte-se à nossa caminhada, para que a aprendizagem seja mútua. Participe de nossas sessões, compartilhe sua experiência e ajude a criar estratégias que nos levem da resistência à reprodução da vida, dos meios de subsistência e de futuros liberados.
Entre em contato com o Grupo de Trabalho sobre Economias Alternativas e Antissistêmicas para colaborar, apresentar sua iniciativa ou organizar intercâmbios territoriais.
O Grupo ASEA está comprometido em:
- coordenar em múltiplas escalas — conectando agentes locais, nacionais e internacionais que constroem alternativas ao modelo dominante;
- documentar e inspirar — sistematizar práticas bem-sucedidas e compartilhá-las amplamente;
- educar e comunicar — difundir propostas dos grupos de trabalho da plataforma por meio de ferramentas acessíveis e mídia;
- estar presente na luta — participar ativamente das mobilizações em prol da transformação socioecológica.




Learn more about our work:
Next to popular mobilisation, research plays a central role in our efforts to strengthen and scale up anti-systemic alternatives. We produced two studies interrogating the criteria defining anti-systemic alternatives:
- We produced one study interrogating the criteria defining anti-systemic alternatives
- Two video documentaries showcasing insights from cooperatives and learning exchanges
Together, these help us to define characteristics of initiatives that pose systemic challenges to the current economic order.
These publications are available on our publications site.


