Ao focar em transições energéticas, o grupo analisa caminhos para transformações socioecológicas sob a ótica do trabalho. Por meio da pesquisa-ação, ele abre e fortalece espaços para debates críticos sobre uma transição justa dentro do movimento de trabalho e além dele. Além disso, o grupo desenvolveu um quadro de princípios para orientar os debates políticos e a pesquisa sobre transições energéticas transformadoras e justas. Essa metodologia visa, ao mesmo tempo, impulsionar coalizões igualitárias e emancipadoras entre movimentos de trabalho e eco-sociais no setor energético e para além dele, tanto no Norte quanto no Sul Global.
Desafiar o status quo: Recuperando a Transição Justa
O grupo desafia tanto a agenda política quanto o discurso guiado pelo lucro da transição justa, recuperando-a como estratégia adequada para uma transformação que supere os atuais modelos de produção e consumo, rumo a uma transformação que facilite o florescimento das pessoas em harmonia com a natureza. Essa estratégia é desenvolvida a partir da oferta de articulações alternativas da transição justa em situações concretas, incluindo estudos de caso na África do Sul e em Trinidad e Tobago. O grupo também se dedica a analisar espaços e limites para um projeto político de transição justa e transformadora, enraizado na propriedade pública.
Nossas atividades: Mapeamento do Poder e da Produção em Transições Energéticas
O grupo de trabalho finalizou três documentos de pesquisa, oferecendo conclusões fundamentais para os debates sobre a transição justa. A análise contextual de minerais críticos revela como os discursos contemporâneos sobre o meio ambiente e desenvolvimento influenciam suas cadeias de valor e os desafios impostos às transições energéticas transformadoras e justas. Entretanto, os estudos de caso da África do Sul e de Trinidad e Tobago mostram como forças neoliberais influenciam as transições energéticas, reforçando a mercantilização da energia e abrindo novos caminhos de acumulação por meio dos minerais críticos. Tais tendências intensificam as desigualdades existentes e dificultam qualquer avanço em direção a economias de baixo carbono. Diante dos grandes obstáculos a uma transição energética centrada nas pessoas e na natureza, a pesquisa ressalta a urgência de uma abordagem pública. Para avançar nessa direção, é preciso identificar espaços de ação política existentes e fortalecer os movimentos de base ampla que os conectem. Um projeto político de transição justa e transformadora só poderá realizar seu potencial se gerar um impulso de mudança em todos os setores da economia política e nas formas de se imaginar o mundo.
Próximos passos: Criar Educação Política para Movimentos de Transição Justa
O grupo de trabalho transformará as lições e reflexões do projeto, bem como os compromissos assumidos por seus membros, em um pacote educacional de acesso aberto. Esse pacote incluirá um curso on-line voltado para a educação política de ativistas de movimentos trabalhistas, ambientais e de outros movimentos sociais.



Publicações e produtos:
As a group, we focus on research and education to mobilise around Como grupo, focamos na pesquisa e na educação para impulsionar e defender uma transição realmente justa a partir da base.
Produzimos três publicações centrais:
- Relatório síntese global sobre matérias-primas críticas, extrativismo verde e os princípios de justiça
- Estudo de caso da África do Sul: Análise da desativação de usinas elétricas a carvão sob a ótica do trabalho
- Trinidad e Tobago: Propostas para uma transição energética a partir da base
Os documentos estão disponíveis no nosso site de publicações.



